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PROJECTOS PROPOLAR / CIÊNCIA

NOTO - Adaptative Responses of Fish to Environmental Change
IP: Adelino Canário, Centro de Ciências do Mara da Universidade do Algarve
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A actividade a desenvolver pretende continuar e aprofundar a investigação iniciada. Neste projecto procederemos à consolidação de alguns resultados, levando a cabo algumas experiências confirmativas e pretendemos estender o âmbito do projecto a espécies de características semelhantes que habitam regiões próximas mas com condições ambientais diferentes, nomeadamente de temperatura e salinidade, de forma a estabelecer comparações na capacidade de adaptação dos sistemas endócrino e osmoregulador em resposta ao stress causado por parâmetros ambientais. Os limites físicos entre estas regiões são claramente definidos pelas correntes oceânicas, que separam massas de água e as espécies que nelas habitam. As alterações climáticas ameaçam alterar a força, sazonalidade e limites geográficos destas correntes. Nas regiões sub-antárcticas, o rápido degelo dos glaciares ameaça também conturbar os ambientes marinhos costeiros circundantes, podendo levar a que alguns nichos ecológicos sejam dramaticamente alterados. Serão seguidas as metodologias propostas nas nossas investigações anteriores, para determinar o grau de adaptabilidade e os mecanismos envolvidos no ajustamento a mudanças bruscas ou crónicas na temperatura da água. Pretendemos especificamente quantificar os níveis de stress provocado por alterações de temperatura relativamente a testes de stress padronizados e definir parâmetros adequados para a sua avaliação, hipotetizando a utilização de “heat shock proteins”. Pretendemos ainda identificar marcadores moleculares a partir de amostras obtidas na viagem anterior que possam ser úteis como indicadores do grau de stress térmico dos peixes. Os peixes polares são também extremamente interessantes a nível do sistema osmoregulador, já que numa adaptação a baixas temperaturas desenvolveram características renais que os tornam menos adaptados a ambientes de baixa salinidade. É portanto relevante saber como uma alteração ambiental deste tipo pode influenciar a distribuição destes peixes em zonas costeiras. Por último, e em associação com colaboradores em várias instituições, poderemos caracterizar o processo de evolução e a divergência genética existente nestas espécies próximas mas afastadas espacialmente por termo- e halo-clinas fortemente limitantes e prever a sua resposta à pressão adaptativa. Para estes estudos contamos com a actual colaboração do BAS e outras serão estabelecidas, para a amostragem e experimentação em zonas sub-antárcticas.
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